quarta-feira, 18 de maio de 2016

Resenha Sincerona - Curly Wurly Lola


Minha primeira resenha: linha Curly Wurly, da Lola Cosmetics.

Atraída pela proposta divertida e desencanada da marca, além de ter lido várias resenhas positivas sobre a linha, resolvi apostar bons R$83,00 na linha completa (acreditem, saiu barato) e testar na minha cabeleira. O cheiro da linha é bem agradável, meio cítrico, e as embalagens têm um design bacanudo.

Não tenho nenhuma técnica para lavar, não sei que diabos é fitagem, enluvamento, esse monte de termos técnicos que usam para descrever as metodologias para lavar os cabelos. Não tenho paciência e nem tempo pra mexer muito no cabelo, afinal tenho meus filhos que são prioridade.

Meu  método para passar o shampoo se resume a molhar os cabelos, tirar o excesso da água com as mãos, passar o shampoo, esfregando o couro cabeludo, enxaguar e repetir se necessário. O condicionador é um pouco mais elaborado: depois de enxaguar o shampoo, tiro um pouco o excesso de água com as mãos, passo o condicionador, desembaraço com um pente e deixo agir enquanto passo o sabonete.

Neste caso, a embalagem dizia para aplicar o shampoo, enxaguar, repetir e deixar agir por um minuto. Maravilha, vamos lá. Apliquei a primeira vez, ele já deu uma embaraçada de leve, pensei que tudo bem, shampoo que limpa é assim mesmo, tá beleza. Quando apliquei de novo, meu cabelo virou uma estopa. Embolou todo, ficou completamente bombrilzão, pensei fudeu, nunca mais vou desembaraçar isso. Aproveitei o minuto de descanso para lavar o rosto com o Cleanance (excelente produto) e pensar na vida, em como eu ficaria careca, porque provavelmente teria que raspar a cabeça depois desse shampoo, e enxaguei a cabeça.

O cabelo continuava lá, durão. Abri a garrafinha de condicionador (co-wash) e quando vi a consistência do produto quase chorei de novo. Parecia cola branca, só que não grudento, sabe? Pensei: isso nunca vai desembaraçar esse ninho que se formou aqui em cima. Botei um punhado na mão, passei na cabeça e nada, o emaranhado continuou. Respirei fundo, peguei mais um pouco de condicionador e passei no cabelo, tentando esticá-lo, desembaraçando entre os dedos. Impossível. Peguei um pente de dentes meio largos e comecei a tentar pentear o cabelo, já pensando em processar a marca. DO NADA, sério, uns dez segundos depois que eu comecei a passar o pente, o cabelo começou a ceder. Desembaraçou na boa, eu enxaguei e fiquei imaginando o que que tinha acontecido.

Saí do banho, ainda intrigada - afinal, o cabelo ainda estava na minha cabeça, bem direitinho, não caiu nada além do normal.

Sequei (enrolei na toalha mesmo, sei que é errado) e me vesti, depois abri o potão do pudding, o creme para pentear da marca que parece creme de tratamento, tanto na embalagem quanto na consistência. Passei uma quantidade a meu ver bem pequena, mas depois compreendi que tem que ser menor ainda, pois o cabelo ficou meio emplastrado na raiz nessa primeira vez.

Já usei mais duas vezes, com o mesmo efeito estopa na lavagem, e estou começando a curtir os resultados no cabelo. Estou voltando a ter ondas legais, sob controle o dia inteiro (e olha que está chovendo!). Amanhã posto uma foto do resultado.


Meu cabelo

Gosto muito de comprar coisas para o meu cabelo. Cada novidade de produto para cabelos cacheados me deixa com vontade de experimentar, pensando que vou ficar com a cabeleira linda da Patrícia Pillar sem esforço, sabe?

Quando eu era criança, minha mãe achava legal cortar meu cabelo curtinho como o da Aretha, a menininha dos musicais da Globo (quem tem 30 e muitos deve lembrar dela). Eu não ligava, achava até legal porque não dava nó e não doía pra pentear. Só que eu tenho dois irmãos mais velhos, tinha alergia a brinco e na escola me vestia igual aos meninos. Um belo dia, o diretor da escola passou a mão na minha cabeça e me cumprimentou com um "e aí, campeão?". Foi a deixa para minha mãe permitir que meus cabelos tivessem a liberdade de ter o comprimento que quisessem. 

Na verdade, só fui ter cabelo comprido mesmo lá pelo segundo grau, mas nunca tão comprido quanto os das minhas amigas. E com a adolescência ele começou a ficar mega enrolado, em uma época em que os shampoos eram divididos em "normais", "secos" e "oleosos", e lá em casa era só Aquamarine cabelos normais. E meu cabelo seguia naquela do cabelo ladrão: ou tá preso, ou tá armado, sempre cheio de frizz.

Na faculdade, a Seda lançou a revolução da minha vida: a linha Hidraloe, que começou a moldar meus cachinhos. Todas as outras marcas começaram a seguir, e a cada compra de shampoo eu experimentava uma marca diferente, mas acabava voltando pro Seda. Só que essa rotina de muitos silicones e cortes ruins fez meu cabelo sofrer bastante, deixava opaco, pesado, triangular (raiz achatada e pontas ressecadas e inchadas).

Quando comecei a trabalhar e ganhar meu dinheirinho, comecei a investir em marcas melhores, cortes melhores e agora, depois de investir em litrão de Redken e litrão de Joico, que duraram horrores e melhoraram consideravelmente a qualidade do meu cabelo, resolvi voltar às experimentações. Li bastante sobre "no poo" e low poo" e agora vi que várias linhas estão apostando nessas filosofias. Desde linhas baratinhas, que se encontram em farmácias, até linhas profissionais.

Tenho lido várias resenhas de blogueiras que testam produtos de beleza e me animei a publicar algumas resenhas também. Mas não vai rolar vídeo, não sou youtuber, e me recuso a dizer batatadas como a que eu li outro dia, de uma que disse que no banho já dava pra "sentir que o cabelo estava super brilhoso" (oi?), e tenho uma certa resistência ao termo "derreter o cabelo", que várias blogueiras usam para descrever a maciez que o creme confere ao cabelo. Isto posto, vou preparar a resenha para a primeira linha.