segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Tirando as teias

Cof, cof, tá tudo empoeirado por aqui. Tenho que lembrar de escrever mais frequentemente.

Desde a última postagem, já me matriculei no muay thai (e até frequentei por 3 meses!), já larguei o muay thai e vendi as luvas. Não vi nenhum resultado, e nem era pra ver, fazendo só 3 meses e 2 vezes por semana. Estou sedentária de novo, e o panceps tá triste de ver. Estou quase assumindo o manequim 42 sem nenhum pudor.

Passei por um período de neura com medo de perder o emprego, mas isso também já passou. Crises existenciais variadas, percebendo que não consigo ser a melhor mãe, a esposa mais gostosa, a dona de casa mais eficiente ou a funcionária-padrão. Essas crises ainda me assombram às vezes e eu tento lembrar que eu pelo menos me esforço pra dar conta de tudo. Que nem aqueles chinesinhos equilibristas de pratos que apareciam todo domingo no Silvio Santos. Quando percebo que um prato tá rodando mais fraco, tento dar um tapa nele pra não deixar cair de vez.

Essa metáfora do equilibrista de pratos às vezes aparece na minha cabeça. Às vezes dá vontade de chutar a mesa com todos os pratos e palitos, mas ao lembrar que depois eu teria que consertar tudo, eu volto atrás.

Vou pra casa agora. Caminhar 1,5km até a barca (até que nem tão sedentária assim...), torcendo para que ela saia logo e encontrar minha família querida, que é a coisa mais linda que eu construí na vida.

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